sábado, 12 de setembro de 2009

Desempregada com a crise, brasileira volta à prostituição na Espanha

A crise econômica obrigou a brasileira Elsa (nome fictício), de 28 anos, a retomar uma atividade que a fez viver "o inferno nesta terra": a prostituição.
Após trocar Goiânia por Madri, livrar-se de uma quadrilha de cafetões e conseguir trabalho de manicure, a falta de dinheiro a levou a um beco com poucas saídas e ela acabou voltando a se prostituir.
"Não foi escolha, foi sobrevivência", desabafa.
Imigrante ilegal na Europa, ela chegou à Espanha em 2005 com a ajuda de uma quadrilha sabendo que iria exercer a prostituição.
O que não sabia era que estaria em regime de semi-escravidão, vigiada 24 horas ao dia e com ameaças de morte.
Fuga
Em 2007, ela fugiu com a ajuda de um cliente e recebeu ajuda psicológica na ONG Apramp (Associação para Prevenção, Reinserção e Atenção à Mulher Prostituída), que a ajudou a encontrar um trabalho como manicure e cabeleireira em um salão.
Mas em fevereiro o sonho da reabilitação acabou. "O salão fechou. Eu, sem documentação, não tinha muita chance de trabalhar. Fiz o que pude, mas sem licença de trabalho, acabei voltando à prostituição", disse à BBC Brasil.
Elsa se emociona ao contar por que tomou uma decisão que ela define como "um passo de caranguejo".
"Não vou mentir e fingir que virei santa, porque quando aceitei vir para cá, já sabia o que tinha pela frente. Vivi o inferno nesta terra", diz.
"No começo, fiquei 15 dias sem trabalhar (para a quadrilha) porque só chorava e pedia para voltar para o Brasil. Nenhum cliente queria ir comigo por isso. Aí ameaçaram me matar e matar a minha família. Foi tão horrível que depois daquilo perdi o medo, a dignidade, perdi tudo", relata.
Depois de largar a prostituição, sobre a qual a família em Goiânia nunca ficou sabendo, Elsa achava que tinha fechado um capítulo em sua vida, até ser surpreendida pela crise.
Sonho
Para ela, os 950 euros (cerca de R$ 2.500) mensais por doze horas de trabalho, seis dias por semana, num salão modesto da capital espanhola, valiam mais a pena do que o salário mínimo que recebia no Brasil.
"Todo imigrante vem com o sonho de ter uma casa, um carro, ajudar os pais... Voltar sem ter conseguido nada é duro também para a família que ficou lá esperando muitas coisas", justificou.
Elsa, que pertence a uma família de evangélicos, e não esteve no Brasil desde que imigrou, sonha com o retorno quando puder ter recursos financeiros para comprar um imóvel e ajudar o pai a ter seu próprio negócio.
Prostituindo-se numa casa em um bairro nobre de Madri com outras onze mulheres imigrantes, ela consegue em torno de 700 euros (aproximadamente R$ 1.850) por semana.
Poderia ganhar mais trabalhando por conta própria nas ruas, mas tem medo das batidas policiais ordenadas pelo governo municipal, que considera a prostituição um "ataque à dignidade da mulher", como descreveu à BBC Brasil a diretora geral de Igualdade da Prefeitura de Madri, Asunción Miúra.
Deportação
A lei espanhola permite a prática da prostituição, mas criminaliza a exploração de mulheres e a estadia de imigrantes ilegais. Por isso, se fosse pega na rua, a deportação de Elsa seria imediata.
"Uma política repressiva, absurda e ridícula", disse à BBC Brasil Cristina Garaizábal, diretora da ONG Hetaira, que defende os direitos das prostitutas e afirma que apenas 5% das mulheres que praticam a prostituição na Espanha estão controladas por máfias.
Para a ONG, mulheres como Elsa estariam em melhores condições se pudessem ter garantias trabalhistas.
"Ela agora poderia estar recebendo seguro desemprego em lugar de ter de voltar à prostituição se não quisesse", afirmou Garaizábal.
Para a brasileira, o sonho da carteira assinada é uma utopia. A maior preocupação é ficar marcada para sempre por ter escolhido uma forma de ganhar a vida.
"O pior nem é o sexo. O pior agora é a sensação de fracasso, sabe? Eu sei que vou sair disso, mas essa mancha nunca vai desaparecer da minha vida. Espero ganhar o suficiente para voltar para o Brasil, começar uma vida nova, mas sei que isso não vai dar para apagar", observa.
(Obs.: Para melhor entendimento a matéria seguiu em sua integralidade.)

Greenpeace protesta na Alemanha contra usinas nucleares

Berlim, 11 set (EFE).- Ativistas da organização ambientalista Greenpeace protestaram hoje perante as usinas nucleares distribuídas por toda a Alemanha para exigir o fechamento das sete centrais mais antigas.

Um porta-voz da organização comentou que os ativistas projetaram nas torres de refrigeração de centrais como as de Krümmel, perto de Hamburgo, e de Biblis, no estado de Hesse, mensagens luminosas para realçar suas reivindicações.

Por ocasião dos oito anos dos atentados terroristas contra as Torres Gêmeas em Nova York, o Greenpeace ressaltou que as antigas usinas atômicas alemãs estão indefesas diante de um possível ataque suicida com aviões e representam uma ameaça para a população.

Leia mais

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

A Cooperação para o Desenvolvimento da Alemanha com o Nordeste do Brasil

O Acordo Básico de Cooperação Técnica entre Brasil e Alemanha foi firmado há 42 anos, em 30 de novembro de 1963, com o objetivo de contribuir para a melhoria de vida da população menos favorecida. Este trabalho tem sido realizado através de projetos, incentivos financeiros e consultoria técnica em segmentos diversos como agricultura, meio ambiente, educação, saúde, micro, pequena e média indústria. Os compromissos bilaterais assumidos até hoje pela Cooperação Oficial (de Governo a Governo) representam um volume de aproximadamente Euro 1,2 bilhões.

Leia mais ...

A REUNIFICAÇÃO DA ALEMANHA



1989 entrou para a história como o ano em que o Muro de Berlim caiu. Em 1990, os dois Estados alemães se reuniram. A reunificação se tornou possível graças a uma revolução pacífica e ao consentimento tácito de Moscou.

O Muro de Berlim caiu no dia 9 de novembro de 1989. O que não passava de um sonho – derrubar a barreira que separava ao mesmo tempo os dois Estados alemães, os sistemas capitalista e comunista, o Leste e o Oeste – tornou-se realidade de repente. Wahnsinn! (Que loucura!) – foi a palavra do momento. O processo iniciado nesse dia culminou, em 3 de outubro de 1990, com a reunificação alemã e a integração dos territórios da República Democrática Alemã (RDA), no Leste, à República Federal da Alemanha, no Oeste.